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O impacto dos testes genéticos pré-implantacionais para aneuploidia em relação ao tempo de nascidos vivos na fertilização “in vitro”

Um estudo recente trouxe novas evidências sobre o impacto do PGT-A (Teste Genético Pré-Implantacional para Aneuploidias) no tempo até uma gravidez bem-sucedida. A pesquisa analisou milhares de pacientes em um grande centro de fertilidade nos Estados Unidos, comparando resultados entre mulheres que utilizaram ou não o PGT-A e considerando diferentes faixas etárias. Os achados oferecem informações importantes para a tomada de decisão sobre o uso da técnica na reprodução assistida.
O impacto dos testes genéticos pré-implantacionais para aneuploidia em relação ao tempo de nascidos vivos na fertilização in vitro

Um estudo, recém-publicado e bastante relevante para o campo da reprodução assistida teve como principal objetivo determinar se o uso do PGT-A (Teste Genético Pré Implantacional para Aneuploidias) influencia o tempo até uma gravidez que resulte em um nascimento vivo.

Se trata de um estudo de coorte retrospectivo, com base em dados de pacientes que realizaram sua primeira coleta de oócitos entre 1º de janeiro de 2014 e 31 de dezembro de 2022 em um grande centro de fertilidade universitário nos Estados Unidos.

Para garantir a comparabilidade, os pacientes foram divididos em dois grupos: um que utilizou PGT-A e outro que não utilizou.

Além disso, a estratificação por idade foi fundamental: mulheres com menos de 38 anos e mulheres com 38 anos ou mais. Cada grupo teve 2.158 pacientes para a coorte mais jovem e 1.343 pacientes para a coorte mais velha.

Os principais achados foram:

  1. Impacto na idade avançada: Para mulheres com 38 anos ou mais, o PGT-A foi associado a um tempo significativamente menor para uma gravidez que resultasse em nascimento vivo. O artigo detalha que, nesse grupo, a taxa de nascimento vivo em um ano foi notavelmente maior para pacientes que usaram PGT-A (51,2%) em comparação com as que não usaram (36,4%).
  2. Impacto em pacientes mais jovens: Em contraste, para mulheres com menos de 38 anos, não houve diferença significativa no tempo até a gravidez bem-sucedida. As taxas cumulativas de nascimento vivo em um ano foram muito semelhantes entre os grupos PGT-A (69,5%) e não-PGT-A (67,1%).
  3. Taxas de aborto espontâneo e número de transferências: Um achado consistente em ambos os grupos etários foi que as taxas de aborto espontâneo foram menores para pacientes que utilizaram PGT-A (9,6% vs. 14,8% para as mais jovens e 10,3% vs. 26,3% para as mais velhas).

A decisão de realizar o PGT-A deve ser uma escolha compartilhada entre o paciente e o médico, considerando todos os fatores individuais, construindo juntos o caminho mais promissor e eficiente para cada caso.

Gráfico Taxa de Nascimento Vivo x Faixa Etária 

Legenda: No gráfico, as barras azuis representam o grupo PGT-A e as barras laranjas representam o grupo Não-PGT-A, permitindo a comparação visual das taxas de nascimento vivo entre eles em cada faixa etária (<38 anos e ≥38 anos).

Referência: Eliner Y, Foley B, Bayer SR, Thornton KL, Penzias AS, Sakkas D, Vaughan DA. The impact of preimplantation genetic testing for aneuploidy on time to live birth in in vitro fertilization. Fertil Steril. 2025 Aug;124(2):281-289. doi: 10.1016/j.fertnstert.2025.04.006. Epub 2025 Apr 12. PMID: 40222699.

Texto por: Vanessa Almeida, CRBio: 113607.

Responsável técnica: Priscila C. R. Motta, CRBM: 13.063.